Lembro-me de uma piadinha de quando eu era criança, na qual um homem via um bando de pessoas cantando “O Xú é bom, o Xú é demais”. Intrigado, resolve seguir as pessoas. Sobe montanha, desce montanha, sobe montanha, desce montanha até chegar numa caverna e todo mundo entra, menos ele. Uma espécie de guardião da caverna fala que ele só pode entrar se trouxer uma oferenda. A história se repete umas 10x, cada vez o homem tendo que trazer uma coisa diferente. Sobe e desce a montanha e a musiquinha do Xú é cantada mais umas tantas vezes durante a tal “piada” e depois de muito esforço, o homem consegue entrar na caverna e descobre que o Xú é o barulho de uma tocha que é colocada acesa na água, fazendo o barulho Xúúúúúú.
Sim, isso era uma piada! rs Mas enfim, porque estou falando dela? Por que a sensação que eu tinha antes de usar Scrum nos meus projetos era a mesma do homem da piada. Eu às vezes ia de uma lado pro outro, caçando gente pra fazer as coisas, cada hora tendo uma surpresa nova (elas ainda acontecem, mas em menor número).
Com o Scrum as coisas são feitas em partes, ou o que chamamos de Sprints. Ou seja, de uma listona de itens (product backlog), separamos alguns nos quais dedicaremos todos os esforços da equipe pelas próximas duas semanas.
O interessante disso tudo é que você vê a coisa tomando corpo aos poucos, pois tudo o que você coloca nos Sprints, são coisas entregáveis. Então, os Sprints são formados por Estórias, blocos menores de entregáveis.
Ao final do Sprint, é feita uma revisão e os itens que ainda tiverem alguma pendência, são incorporados no Sprint seguinte.
Tudo o que estiver rolando no Sprint fica numa lousa, chamada de Kanban, usando post-its. Temos os itens por fazer, os em andamento e os terminados. Visualmente você vê as coisas se mexendo e começa ter uma noção bacana sobre o andamento e qualquer um pode ter esta noção a qualquer tempo.
Mas antes de qualquer coisa, é definido um time que trabalhará no projeto, do começo ao fim (de preferência). Isso gera uma noção de união e mostra a interdependência e influência que atividade de cada um exerce sobre a atividade do colega.
Outra coisa bacana é que a quantificação das horas de trabalho dos itens do product backlog é palpitada por todos da equipe, mesmo com especialidades diferentes. Desta maneira, a equipe passa a ter uma visão ampla do trabalho e começa a entender melhor o que o outro faz e por que ele leva um número X de horas para executar uma atividade.
Enfim, não tenho a intenção de transformar este post numa aula de Scrum, até porque todo dia eu aprendo uma coisa nova com ele. Mas, se você quiser saber mais, aconselho a leitura do livro gratuito Scrum Direto das Trincheiras, disponível em http://www.infoq.com/br/minibooks/scrum-xp-from-the-trenches.
Vale a leitura! Aposto que você também vai achar o Scrum demais!




Quem não se lembra do famoso seriado dos anos 90, Seinfeld? Se você nunca assistiu, não sabe o que está perdendo! Em minha opinião, é simplesmente a melhor série de todos os tempos!
Há algum tempo atrás me propus um desafio: fazer um site completo, do início ao fim, utilizando apenas software livre.
Há muito tempo tenho vontade de fazer um blog em que pudesse contribuir de alguma maneira com outros profissionais da minha área.